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Bahia x Flamengo: flamenguistas nordestinos mais uma vez sofrem com preconceito

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luizhelio

Com as principais abordagens deste artigo sendo os tristes e lamentáveis  acontecimentos que antecederam o duelo Bahia x Flamengo no último sábado (13), é preciso ressaltar que esses dois times se assemelham muito em como mexem e mudam o ritmo de suas cidades-sede nos dias de seus jogos.

A diferença é que o rubro-negro, por uma característica peculiar a qual seria necessário um compêndio para tentar explicar o inexplicável, faz isso ocorrer nacionalmente em diversas cidades de todas as regiões do país.

O sociólogo Roberto DaMatta explana que fenômenos sociais de massa não se explicam, eles surgem e pronto. Brigar contra essa inconteste verdade utilizando-se de ódio, preconceito, agressões e outros tipos de violências não irá fazer seu time ganhar mais torcida ou mais títulos.

A grandeza de uma instituição esportiva se constrói por suas glórias e ídolos pretéritos, mas também (e principalmente) por suas conquistas e ações no presente. Cada time tem sua característica única e cada torcida seu jeito de seguir a sua paixão por toda a vida, passando esse sentimento de geração a geração. Quem não consegue conviver com isso é porque, no fundo, não tem uma relação legal com o próprio time. Quem tem, não está nem aí para qual time o outro torce. Freud define isso como frustração.

Essa força que nasce no peito de um torcedor na escolha do time de futebol é indestrutível e vai para muito além das fronteiras geográficas e dos regionalismos bairristas. Não adianta patrulhamentos preconceituosos e xingamentos dos ditos “torcedores de bem”, nem as covardes e virulentas armadilhas das gangs organizadas (que ressalte-se, são um grave problema em todo o país e existem em todos os times) ou, tão grave quanto, o péssimo e nebuloso atendimento institucional à torcida visitante dispensados pelo mandante da citada partida na questão da venda dos ingressos para o público visitante. Leia-se Esporte Clube Bahia e Itaipava Arena Fonte Nova.

Responsáveis por uma “venda online” que foi mais difícil conseguir êxito do que ganhar na loteria, além de desorganizadas filas quilométricas para compra nas bilheterias que não atingiu nem 20% dos torcedores os quais lá madrugaram e permaneceram até o precoce e estranho anúncio do fim dos bilhetes. Resultado, como que por um “milagre” (da esperteza) cerca de 80% da carga de ingressos destinados à torcida do Flamengo ficou em mãos de cambistas que, como de praxe, praticaram preços extorsivos com alguns torcedores tendo que desembolsar mais de 500% em relação ao já muito alto preço oficial de 120 reais.

O Ministério Público da Bahia precisa apurar essa nefasta prática de abuso contra o consumidor/cliente que, afinal de contas, é o que é um torcedor de futebol. Algo que acontece sempre e as autoridades não podem fechar os olhos permitindo que uma ilegalidade continue institucionalizada ou tratada com normalidade.

A verdade é que no fim de semana dos dias 12, 13 e 14 de maio de 2023 a torcida do Flamengo movimentou a economia da capital baiana e ainda proporcionou ao Bahia uma renda milionária com preço de ingresso super caro. Ainda assim sofrendo todo tipo de intempérie para conseguir assistir ao jogo. Não é aceitável que um clube que se diz progressista e que seria “o mundo”, trate um cliente/consumidor, mesmo sendo uma torcida visitante, de maneira tão provinciana, amadora e incivilizada. Discursos tornam-se vazios quando não aplicados na prática e em sua totalidade. Sem distinção. A fidalguia manda lembranças.

Além da via crucis para adquirir ingressos absurdamente caros, os mais de 5 mil flamenguistas movimentaram a economia de Salvador pagando hotéis dos mais simples aos mais sofisticados, consumindo em bares, restaurantes, shoppings e pontos turísticos em período de baixa estação e tudo isso com a cidade embaixo de chuva. Exigimos tratamento igual aos demais turistas. Se o soteropolitano não suporta receber torcida visitante, então que seus clubes representantes ou autoridades locais adotem o sistema de torcida única, posto não se sentirem suficientemente civilizados para uma convivência pacifica e democrática com torcedores dos times de fora.

Assim como em todas as torcidas do futebol brasileiro, por óbvio os insanos não representam a totalidade da massa do Bahia. Em verdade, os maus exemplos são de uma minoria que infelizmente contamina todo um ambiente que deveria ser só de diversão e festa. Até porque, mesmo com toda a paixão que desperta, futebol é entretenimento. Portanto, muito axé para a verdadeira “turma tricolor” que vive seu time sem se importar para o livre e inalienável direito de escolha de outros baianos. Ou dos sergipanos, cearenses, paraibanos, alagoanos, potiguares e pernambucanos.

Em tempo: Salvador continua uma cidade cheia de magia e encantos mil, com uma forte cultura que contribui para a formação da identidade brasileira e toda a sua pluralidade. Não é possível permitir que ela se transforme num lugar hostil sempre que um visitante resolver vestir a camisa de seu time que não seja da dupla Ba-Vi. Essa não é a cidade festiva e acolhedora que todo o Brasil ama.

Em tempo 2: No dicionário, “Tabaréu” significa uma pessoa ingênua, inexperiente, oriunda da zona rural. Sério que pensam nos ofender com esse termo? Afinal, é melhor ser um ingênuo ou um frustrado preconceituoso? E ainda falam do preconceito do povo do sul contra os nordestinos. Como dizia minha saudosa avó “é o sujo falando do mal lavado”.

Viva a “Fla-Tabaréu” de Dorival Caymmi, José Lins do Rego, Jackson do Pandeiro, Moraes Moreira, Gal Costa, Djavan, Caetano e Ivete, só para citar alguns em memória e também em vida.

Luiz Hélio Poeta é escritor, jornalista, flamenguista e nordestino gonzagueano.

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