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Integrantes de grupos e movimentos de juventudes do Território Sertão do São Francisco vivenciam intercâmbio de educomunicação na Comunidade Poço de Fora, em Curaçá

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A partir do trabalho desenvolvido em uma turma do ensino médio, no anexo do CETEP Maria de Almeida Araújo, na comunidade Poço de Fora, em Curaçá-BA, surgiu o Grupo Comunica Poço de Fora. A iniciativa foi abraçada por alguns estudantes e, desde junho de 2023, o coletivo começou a participar de formações e produzir conteúdos, sobre o lugar, para as redes sociais e se envolver em questões de interesse da comunidade. Por exemplo, o “Comunica” teve como um dos marcos a mobilização e engajamento no protesto pelo não fechamento do anexo do CETEP, conseguindo êxito. Foi essa experiência exitosa e inspiradora do grupo, essencialmente educomunicativa, que motivou a realização de um intercâmbio na comunidade, realizado nesta segunda-feira (9).

Participaram dessa atividade integrantes: do curso de Pedagogia da Uneb, em Juazeiro; da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), de Pilão Arcado; da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de Campo Alegre de Lourdes; da comunidade tradicional Fundo de Pasto Café da Rosa, em Sento Sé; coletivo Carrapicho Virtual, da região do Salitre, em Juazeiro; do Grupo Águas do Ferrete, da comunidade Ferrete em Curaçá; além de colaboradores/as do Irpaa, um deles com atuação específica em Campo Formoso.

A programação do intercâmbio proporcionou momentos para a troca de experiências entre os grupos participantes. Na oportunidade, jovens do Comunica Poço de Fora apresentaram um resumo da organização interna e a forma como produzem os conteúdos.

“Chamou bastante atenção a forma como o grupo é organizado, por ser novo, mas já tem uma trajetória trilhada de participação em vários eventos e produção, eles já têm uma produção boa de vídeos, fotos; também de trazer para perto deles essa questão da cultura da comunidade. O grupo, de certa forma, me incentivou e vai incentivar o grupo que a gente está propondo a fazer comunicação popular. A partir da vivência com o Comunica, fez esse despertar maior, de partir para a parte prática, de começar a produzir, mesmo que não saia tudo lindo, perfeito, de início, porque a gente sabe que é um processo. Mas, assim como eles, a gente vai chegar num processo, onde a gente vai se orgulhar da nossa trajetória”, enfatiza, animada, a jovem Aline Dimas.

A inspiração, apontada pela jovem pescadora e presidente da Associação de Jovens da Comunidade Café da Rosa e Arredores, em Sento Sé, ilustra a importância dessas trocas de saberes para demonstrar que, sim, é possível desenvolver atividades educomunicativas, despertar e potencializar o trabalho com as juventudes das comunidades rurais. O integrante do Comunica, Guilherme Gonçalves, frisa o orgulho de saber que o trabalho está sendo observado como um exemplo. “Eu achei de muita importância estar dando essa valorização ao nosso trabalho; é bem difícil ter esse reconhecimento. É muito gratificante ver que o nosso trabalho como jovens comunicadores está crescendo ao ponto de pessoas estarem querendo saber da nossa experiência”.

Na sequência, no período da tarde, houve uma visita a locais importantes da comunidade, a exemplo da primeira igreja católica, que tem data de construção a partir do ano de 1903; e o sítio arqueológico que, possui registros de pinturas rupestres e uma beleza natural única e impressionante. Durante as discussões, houve apontamentos sobre a importância do pertencimento, de possíveis iniciativas com o turismo rural de base comunitária para reforçar a luta em defesa da comunidade e do território, principalmente porque a região desperta interesse da mineração, que inclusive já atua nas imediações.

A integrante do coletivo Carrapicho Virtual, Manuela Conceição, partilhou, durante o bate papo, no sítio arqueológico, que é fundamental o grupo e a comunidade não perder de vista o olhar para a comunidade e que ele tem que ser um “(…) olhar de pertencimento. Quando a gente faz isso, a gente consegue também pensar que é da comunidade pra comunidade. Quando o turismo de base comunitária se concretiza é justamente isso, as pessoas vivem o dia da comunidade (…) Que a gente se fortaleça dessa forma, também com parcerias e projetos futuros. Não é fácil, a gente sonha mesmo. É Importante a gente continuar alimentando as nossas utopias, para não deixar que morra; porque tem uma galera interessada, inclusive, nos nossos sonhos; então, a gente tem que se fortalecer dessa forma (se unindo, atuando em rede)”.

Encantado com a experiência e a beleza paisagística do sítio arqueológico, o jovem agente da Comissão Pastoral da Terra, de Campo Alegre de Lourdes, Anselmo Ferreira, destaca que também será um multiplicador dos conhecimentos adquiridos. “Foi uma experiência bacana, somou bastante. A gente vai retornar para as comunidades; em algum evento, ou atividade que a gente tiver, vamos levar o grupo Comunica, trazer o exemplo de vocês e também o lugar maravilhoso que tem no nosso sertão; que a gente precisa aproveitar mais. A gente que vem aqui admira bastante, vê que aqui (sítio arqueológico da Comunidade) é um “céu” no nosso Semiárido”.

A coordenadora do Comunica Poço de Fora, a comunicadora e professora Kátia Gonçalves, enfatizou, emocionada, durante a avaliação do intercâmbio, a importância de acreditar na juventude. “Isso que alimenta a gente: saber que tem gente que acredita no trabalho do jovem! E saber que cada palavra que vocês deixam serve como alimento. Então, muita gratidão por partilharem as experiências. Foi um marco na vida do Comunica”. Ela, que também é idealizadora do grupo, que surgiu em uma das disciplinas, complementa a necessidade do cuidado com as tradições e belezas da comunidade, uma das bandeiras do coletivo. “Isso não é nosso, a gente tá de passagem. O que a gente quer é só cuidar com carinho, para não se acabar tão rápido e de uma forma tão destrutiva, como o capitalismo selvagem destroi. A gente quer que a gente tenha acesso a isso aqui; que a gente possa se comunicar dessa forma (anunciando as belezas, cuidando)”.

A expectativa é que os grupos e movimentos, de fato, sejam estimuladores, multiplicadores e/ou potencializadores de práticas educomunicativas em suas respectivas localidades. Nesse sentido, a colaboradora do Irpaa, Thaynara Oliveira, pontua a importância dessas atividades para a integração dos coletivos e o desenvolvimento de ações em rede. “Ver a juventude vivenciando outras realidades e essa troca, mesmo que acontece entre eles/as, é imensurável; primeiro no crescimento pessoal, enquanto jovem, e segundo na inspiração que retornam para os seus grupos e comunidades. Além de perceberem que não estão sozinhos, que podemos ser essa rede de ações se fortalecendo aqui no território. Enquanto instituição, acredito que alcançamos o objetivo de potencializar as práticas educomunicativas para a Convivência com o Semiárido, aquela que tem o pensamento crítico, que preserva a identidade local, que comunica a sua realidade, anunciando as potencialidades, denunciando as injustiças também, a juventude como protagonista desse processo e construindo assim um outro imaginário sobre o Semiárido. E a cada intercâmbio os grupos vão se conhecendo, se inspirando e se fortalecendo”.

O intercâmbio foi uma das ações do projeto “Valorização da Infância e Adolescência no Semiárido brasileiro”, que também potencializa as discussões sobre a Educomunicação, principalmente como uma estratégia fundamental para defesa dos direitos. Essa iniciativa tem o apoio da Cooperação Internacional, por meio de projeto com a DKA Áustria.

Texto e fotos: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

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