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Mulheres sertanejas empreendem em rotas do Turismo de Base Comunitária no Sertão do São Francisco

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Empoderamento, independência e sustentabilidade são palavras-chaves presentes na vida de muitas mulheres sertanejas, que fizeram da economia solidária uma prática diária de transformação na renda familiar. Com isso, são tecidos novos sonhos e histórias, parte delas vivenciadas por turistas e visitantes nas comunidades rurais por meio de ações do Turismo de Base Comunitária (TBC).

O TBC é uma atividade turística realizada em comunidades de maneira coletiva, onde a gestão e organização de todas as atividades vivenciadas pelos visitantes é feita pelos próprios moradores. Consiste em uma ação pautada não só na geração de renda, como também na valorização da história e cultura local, além de buscar promover o diálogo e interação entre os visitantes.

A doceira Maria Alves da Silva, popularmente conhecida como Maria do Raso (54), integra a rota de turismo de Base Comunitária ou solidário, que está sendo implementada na comunidade do Raso, distrito de Canudos-BA. Além do atrativo histórico, a comunidade também tem despertado a atenção de turistas e visitantes devido à riqueza cultural presente nos monumentos antigos, na tradição dos vaqueiros, no artesanato local, no parque das araras azuis de lear e nas vivências na localidade.

Mulher, mãe, avó, esposa, dona Maria tira o sustento da família na produção de doces, geleias, sucos concentrados, temperos caseiros, além do delicioso almoço, parada obrigatória de turistas e visitantes. O empreendimento é atendido pelo Centro Público de Economia Solidária Sertão do São Francisco (Cesol-SSF), projeto vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre).

No cardápio é possível sentir a riqueza e sabores do sertão presente em cada um dos pratos típicos. Galinha caipira e bode cozido, arroz de licuri, maxixe estão entre os alimentos que deixam os visitantes e turistas com água na boca. O cheiro e a beleza dos alimentos são irresistíveis, possibilitando experiências gustativas únicas, que remete a memórias da infância no Sertão.

 Para a sobremesa, Dona Maria serve doce de leite, geleia de umbu, de maracujá da caatinga, abacaxi com pimenta, morango e maçã com pimenta. Os alimentos são preparados com pitadas de carinho e muitas doses de amor. Quem experimenta pela primeira vez, fica com gostinho de quero mais e sempre que possível retornar à comunidade para esta vivência.

“Já recebi turistas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e até do Japão. Fico muito feliz em saber que as pessoas gostam da comida que preparo”, afirmou Maria do Raso.

Os investimentos no empreendedorismo local começaram em 2018, e dona Maria conta com a ajuda da filha e do esposo para a gestão das atividades. A comercialização dos doces e temperos acontece nos municípios de Euclides da Cunha e Canudos e conta com o apoio do Cesol-SSF no melhoramento dos produtos para a comercialização.

“Eu me sinto muito feliz em receber as pessoas em minha casa. Graças a eles e ao Cesol, com adequação da embalagem, criação dos rótulos e divulgação, a comercialização dos produtos aumentou. Vocês têm ajudado bastante e não tenho como agradecer”, explicou a doceira.

Turismo de Base Comunitária e Economia Solidária 

O Turismo de Base Comunitária se baseia na autogestão, na transparência, no uso e destinação de recursos, democratização de oportunidades e benefícios, além de possibilitar a minimização dos impactos ambientais.

De acordo com a turismóloga e coordenadora do Cesol-SSF, Aline Craveiro, os princípios do TBC se assemelham com os que são defendidos pela Economia Solidária.

 “O turismo solidário pode ser entendido como um ramo da Economia Solidária, uma vez que são os próprios empreendimentos os responsáveis pela e gestão das atividades, e surge como uma alternativa às formas convencionais de produção. Com isso, os empreendimentos de Economia Solidária podem integrar roteiros de Turismo comunitário, sendo parte desta vivência procurada por muitas pessoas que buscam o modo de vida simples, as tradições locais, as produções artesanais e, consequentemente, a geração de renda para os integrantes da comunidade”, explicou Craveiro.

Casa de Queijo da Nia

No interior de Casa Nova-BA, no Sítio Terra Seca, a empreendedora e agricultora Regiane Reis (37), se lançou no ramo do empreendedorismo solidário, investindo em produtos derivados do leite de cabra.  A ideia surgiu devido ao aumento do desemprego na região. A atividade que iniciou há 12 anos, com o propósito de complementar a renda, hoje é considerado o principal meio de sustento da família.

O empreendimento solidário atualmente é formado por quatro integrantes. No início das atividades, a empreendedora realizava o manejo dos animais com os filhos. O esposo de Regiane, Aldeir José da Silva (38), trabalhava de carteira assinada na cidade de Casa Nova. Com o aumento das demandas de produção e venda dos queijos, Aldeir deixou o trabalho fixo para assumir o empreendimento junto com a família.

“Para a produção dos queijos recebemos cursos e capacitações realizadas pela Embrapa Semiárido.  Eu fazia sozinha o manejo dos animais e meu esposo dava suporte quando precisava. Vendo que estava dando tudo certo na produção, pedi para que ele largasse o trabalho externo e investisse tempo e dinheiro na propriedade. Hoje, a nossa renda principal é o queijo”, pontuou Regiane.

A Casa de Queijo da Nia, como é conhecida o laticínio, também tem buscado implementar um roteiro de Turismo de Base Comunitária no Sítio em que reside, considerado um quintal produtivo, que pode ser definido como um espaço pensado ao redor da casa, com forte potencial produtivo e econômico. O roteiro de visita da Casa da Nia é marcado pela degustação e comercialização do queijo tradicional de leite de cabra, o queijo de carne seca de bode, o maturado no vinho, além do doce de leite de cabra.

Além da Casa do Queijo, o grupo também trabalha com o galinheiro, com a comercialização dos ovos caipira e da carne, a pocilga com a venda dos leitões, e o chiqueiro. “Aqui no sítio tem o galinheiro, tem a pocilga, onde meus filhos fazem esse manejo junto com o meu esposo. Tem a venda do esterco, dos leitões e dos queijos”, finalizou Regiane.

Ascom

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